Pausa na Viagem: nicholas sparks
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[RESENHA] "UM PORTO SEGURO" (Nicholas Sparks)




Autor(a): Nicholas Sparks / Tradutor(a): Ivar Panazzolo Júnior / Editora: Novo Conceito / Ano: 2012 / Páginas: 416
“Nos momentos mais difíceis, o amor é o único refúgio” 
E mais uma resenha pra vocês pessoas lindas! Sou apaixonada pelo Nicholas Sparks, gente, vocês não imaginam! Então pra essa semana resolvi trazer uma resenha de um dos livros dele, "Um Porto Seguro".

"Um Porto Seguro" foi um dos livros de Nicholas Sparks que mais me chamou a atenção. A maioria dos livros trazem temas muito parecidos, e me surpreendi bastante ao me deparar com Nicholas Sparks usando como tema a violência doméstica, sim, isso mesmo que você leu, violência doméstica!

Katie ou Erin (seu nome verdadeiro) é casada com Kevin, que a maltrata todos os dias. O primeiro ataque violento ocorreu logo na lua de mel, simplesmente porque ela esqueceu seus óculos na piscina. Com o tempo esses ataques se tornaram cada vez mais frequentes, por motivos banais e um ciúme possessivo. Até que Katie toma a decisão de fugir de casa. Começa uma vida nova em Southport, na Carolina do Norte, uma cidade pequena e tranquila. Ali ela conhece Alex, que é viúvo e por quem ela se apaixonará, e Jo, que se tornará sua melhor amiga. Durante esse tempo de tranquilidade que Katie esta vivendo, Kevin, que é investigador, continua à sua procura. E como um bom investigador que é, ele descobre seu nome falso e tudo sobre a nova vida dela e vai à sua procura. O final, na minha opinião, apesar de ser bom, foi demasiado vago, mas ao menos isso deixo que quem se interessar pelo livro descubra e tire suas próprias conclusões!

É um livro lindo, chorei muito no final. Pessoas que pretender ler, grandes surpresas os esperam em relação a Jo! Não vou dar spoiler (risos). Pra que quem quiser, tem o filme também, mas já aviso que é bem diferente do livro, e não vou contar os pontos onde há diferença senão vou dar spoiler e já disse que não vou fazer isso!!!

Bom gente, acho que já falei até demais, porque uma das características das minhas resenhas é o tamanho delas (pequenas mesmo rsrsrs)! Espero que gostem e quem não leu ainda esse livro eu super indico, é muito bom! Até a próxima resenha! Beijos!




[RESENHA] "A ÚLTIMA MÚSICA" (Nicholas Sparks)





Autor(a): Nicholas Sparks / Tradutor(a): Marsely De Marco Martins Dantas / Editora: Novo Conceito / Ano: 2009 / Páginas: 397

"A vida, entendeu, era bem parecida com uma música. No começo, há mistério, e no final, confirmação, mas é no meio que reside a emoção e faz com que a coisa toda valha a pena" (p. 381)

"A Última Música" é mais um das dezenas (talvez centenas) de best-sellers de Nicholas Sparks. Como a maioria dos romances do autor, este também foi adaptado ao cinema, com Miley Cyrus e Liam Hemsworth nos papeis principais.

Tudo começa quando a nova-iorquina Kim resolve levar os filhos para passar o verão com o ex-marido, Steve, numa cidadezinha costeira da Carolina do Norte. Jonah, o caçula, morre de saudades do pai, a quem não vê desde que ele e Kim se divorciaram, há três anos; Veronica "Ronnie" Miller, por sua vez, está com os nervos à flor da pele, e a viagem forçada não ajuda a diminuir o ressentimento que tem do pai. Para Ronnie, Steve abandonou a família num ato incompreensível de puro egoísmo.

Enquanto Jonah parece se adaptar rapidamente ao lugar, Ronnie não está disposta a facilitar as coisas, e tudo parece motivo para revolta e frustração. Sua relação com o pai, que já não era das melhores, se torna insustentável, e até mesmo o piano que Steve costuma tocar se mostra um empecilho, trazendo lembranças que Ronnie preferiria esquecer.

Aquele verão tinha tudo para ser um tormento anunciado quando Ronnie se aproxima do jovem Will Blakelee, um belo e popular jogador de vôlei de praia, que mostra habilidade ao lidar com o temperamento instável de Ronnie. Ao lado de Will, Ronnie descobrirá o poder transformador do amor, em toda a sua amplitude.

Meu interesse pela obra de Nicholas Sparks surgiu com a maravilhosa experiência que tive com "Querido John", um de meus livros favoritos. É lógico que eu já sabia o que esperar de "A Última Música" (algo que me faria viver em função do livro) e minhas expectativas estavam a mil, principalmente por causa da profusão de comentários elogiosos que só vinham a comprovar a boa repercussão da história.

De fato, "A Última Música" se apresenta com uma prosa fluida e descomplicada, dividindo-se em diversos pontos de vista numa narrativa em terceira pessoa - o que, teoricamente, permitiria um amplo leque de possibilidades dentro da trama.

Infelizmente, tais potencialidades não foram o suficiente para me conquistar como leitor. A opção de narrar a história sob diversos pontos de vista realmente cumpre o seu papel, mas não acrescenta muitas surpresas. Enquanto a narrativa, por sua vez, é tão duvidosa em certos momentos - o que talvez seja culpa da tradução - que chega a mostrar-se um agente empobrecedor na fórmula desenvolvida por Sparks.

No início, as coisas demoram a engrenar. A história anda em círculos e, pelo menos no meu caso, não consegue "chegar lá" em seu intuito de conectar-se emocionalmente ao leitor. Sei que não foi assim para todo mundo, mas eu já encarava "A Última Música" como uma decepção antes mesmo do final.

No terço final, entretanto, a história dá um upgrade e faz a coisa toda valer a pena. Gostei das reviravoltas empregadas por Sparks e a maneira como o desfecho foi conduzido. Se o início tivesse sido trabalhado da mesma maneira, talvez classificaria o livro com cinco estrelas.

Quanto aos personagens, confesso que não tive um amor à primeira vista por Ronnie. Da maneira que é apresentada, ela mais parece uma chata de galochas, cuja rebeldia não encontra uma motivação concreta. Mas, aos poucos, o livro vai desvelando a verdadeira Ronnie, substituindo o gosto amargo da primeira impressão. Ronnie é, no final das contas, uma adolescente comum, com seus dramas, inquietações e necessidades. Sua via crucis de autodescoberta é um dos pontos altos do livro.

Steve Miller - o pai de Ronnie e Jonah -, por sua vez, é o grande destaque da história. Ele nos é apresentado como um homem fraco e impotente, mas aos poucos descobrimos a pessoa extraordinária que se esconde sob a triste figura. Steve emociona e rouba o livro para si, mostrando-se o verdadeiro protagonista.

Jonah, o irmãozinho de Ronnie, é uma graça à parte; Blaze, a amiga esquisita, poderia ter rendido mais, embora tenha feito uma participação interessante no terço final; já Will, o mocinho do livro, deixou a desejar. Nem há muito o que comentar sobre ele. Talvez ele não tivesse mesmo outra função na história.

"A Última Música" é, afinal, a saga de um pai em sua luta para reconquistar o amor dos filhos. Os últimos acordes, no fim das contas, compensam a instabilidade desta canção que nem sempre consegue acertar o tom.







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