Pausa na Viagem: juvenil
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[RESENHA] "FEITIÇO" (Liza Jones)



"Nasceu do pó e ao pó voltou. Que sua alma, que já se foi, e seu corpo retornem à vida. Forças da natureza, unam-se e restaurem-no. Invocamos todas as energias presentes para ajudarem no nosso feito. Que em perfeito estado ele retorne. Invocamos Nicolas Byron de volta a esta vida, a este momento presente, neste local."

 Autora: Liza Jones / Editora: Novo Conceito / Ano: 2013 / Páginas: 158
 
 
"Feitiço" é um livro lançado exclusivamente em formato digital pelo selo Novas Páginas da editora Novo Conceito. Vencedor de um concurso promovido pela editora, o romance de estreia da autora brasileira (sim, brasileira) Liza Jones aposta em uma mistura de amor e fantasia para fisgar o público teen.
 
A trama é protagonizada pelas amigas Mands, Pan e Ana, todas estudantes do último ano na Instituição Willian Hall. Além de desfilar o característico visual dark pelos corredores, o trio forma uma banda de rock e ainda encontra tempo para praticar feitiçaria nas horas vagas.
 
Depois de serem condenadas à detenção pela enésima vez, as "bruxinhas" conseguem fugir do colégio para se reunir no bosque próximo, onde darão o passo mais ousado em suas lições de magia: um arriscado feitiço de ressurreição. O objetivo é trazer de volta o famoso bruxo Nicolas Byron,  tido como um dos mais poderosos de todos os tempos e ídolo das garotas.
 
À primeira vista, o ritual não parece surtir efeito. Mas, no dia seguinte, quando um aluno novo chega à Willian Hall, atendendo pelo nome de Nicolas Byron, as garotas precisam descobrir se trata-se apenas de uma incrível coincidência ou se o novato é, de fato, o bruxo que esperavam.
 
Confesso que o que me atraiu em "Feitiço" foi a temática sobrenatural. Já disse aqui no blog o quanto me interesso pela mitologia das bruxas, e o fato de o livro ser escrito por uma autora iniciante que conseguiu oportunidade em uma das grandes editoras brasileiras fez com que, automaticamente, ocupasse seu lugar na minha "listinha" de desejados.
 
Desde o início estive ciente de que esta seria uma leitura despretensiosa, simples e rápida, devido ao reduzido número de páginas. O enredo é instigante, as personagens demonstram potencial e algumas viradas na história certamente me pegaram desprevenido. É uma pena que, no fim das contas, o livro tenha me deixado com um gostinho de decepção na boca.
 
A impressão que fica é a de que a trama poderia - e deveria - ter rendido muito mais. Com tantas possibilidades, conflitos promissores, vilões poderosos e cenas bacanas, "Feitiço" peca pelo simplismo da narrativa. Isso acabou fazendo com que a história parecesse rasa, improvisada, e, para ser sincero, senti como se estivesse lendo uma fanfic. Nada contra o gênero, mas não era isso o que eu esperava quando baixei o e-book.
 
No desenrolar da história, percebe-se um alto teor de ingenuidade - tanto da narrativa quanto dos personagens. Fiquei desapontado ao constatar a extrema facilidade com que certos problemas são resolvidos, assim como comportamentos imprudentes e até improváveis que alguns personagens acabam assumindo.
 
Em minha humilde opinião, "Feitiço" é uma sombra da grande história que poderia ter sido. Torço para que a autora dê uma atenção especial a ele e trabalhe em uma nova edição. Afinal, tenho certeza de que Mands, Pan, Ana, Nicolas e companhia teriam muito mais a oferecer.
 
 
 
 
 
 


[RESENHA] "DOCE VAMPIRO" (Flynn Meaney)


"Já passei por várias situações na minha vida em que, não importava o que fizesse, não poderia vencer. E lá estava eu de novo. Então, torcendo por uma inspiração e rezando por um milagre, botei os dentes para fora, inclinei a cabeça e avancei em direção ao pescoço dela..." (p. 8) 

Autora: Flynn Meaney / Tradutor: Rodrigo Dubal / Editora: Verus / Ano: 2010 / Páginas: 248

"Doce Vampiro", o romance de estreia da norte-americana Flynn Meaney, é uma divertida crítica à febre vampiresca, que dominou o imaginário adolescente a partir de fenômenos como "Crepúsculo" e "The Vampire Diaries". 

A trama é narrada em primeira pessoa por Finbar Frame, um garoto de dezesseis anos, pálido, tímido e deslocado. Com a auto-estima em baixa, a superproteção dos pais católicos e a irritante popularidade do irmão gêmeo - Luke, seu extremo oposto -, Finn tem um simples objetivo em mente: flertar. E, com sorte, talvez encontrar a garota dos sonhos. Algo praticamente impossível de se alcançar no colégio masculino St. Luke, ainda mais sendo um legítimo perdedor.

No entanto, quando a família Frame se muda para a grande New York, Finbar sente que sua sorte está prestes a virar. O pontapé inicial é um encontro marcado com uma amiga do Facebook, Celine... mas as coisas acabam saindo do controle e se tornam um verdadeiro desastre. É aí que Finn descobre o sex appeal dos vampiros, e decide adotar um plano "genial" para se dar bem com as gatinhas: daquele momento em diante, ele se tornaria um vampiro.

Só que bancar o Edward Cullen não se mostra uma missão das mais fáceis, principalmente quando certa garota entra na história.

Não sei o que foi que me motivou a ler "Doce Vampiro", mas eu certamente não esperava encontrar uma leitura ruim. De fato, apesar do enredo simples e da narrativa despretensiosa, o livro se mostrou uma grata surpresa. Como um ponto positivo, devo destacar que ele realmente me fez rir em alguns momentos - coisa que não acontece com frequência.

O protagonista, Finbar, é um poço de carisma. Não é difícil sentir empatia pelo personagem, que - ao contrário de muitos personagens masculinos na literatura teen - é sensível, inteligente e não descamba para a babaquice. Combinar todas essas qualidades sem comprometer a identidade de Finbar como um garoto de dezesseis anos, com todos os dramas da adolescência e os hormônios em ebulição, foi um acerto e tanto da autora.

O mesmo, infelizmente, não se pode dizer dos personagens secundários. Todos, salvo raríssimas exceções, são meros acessórios do protagonista, o que acaba limitando a história em certos aspectos. Eu gostaria de saber mais sobre Jenny, a melhor amiga de Finbar no novo colégio, e Kate, uma personagem relativamente importante cuja função se dilui no decorrer das páginas.

A narrativa da autora é leve, fluida e gostosa, porém, isso não impede que a história acabe perdendo ritmo. Aliás, o desenvolvimento da trama deixa a desejar - talvez por estarmos presos ao ponto de vista de Finbar -, e muita coisa que poderia ser mostrada (ou melhor explorada) é simplesmente contada pelo narrador. No final das contas, observar como a autora perde a mão no decorrer do livro não deixa de ser frustrante, já que "Doce Vampiro" tinha tudo para ser um livro cinco estrelas.

"Doce Vampiro" é um bom livro, com uma comédia eficiente e abordagens interessantes. Apesar dos pontos negativos, com certeza vale a pena.














[RESENHA] "SUA ALTEZA" (Pedro Marques)


Autor(a): Pedro Marques Pilati / Editora: Multifoco (Selo Desfecho) / Ano: 2014 / Páginas: 150

Nota: A resenha a seguir não representa necessariamente a opinião do Pedro, o autor do blog e da obra em questão. :P Admitimos e preservamos os princípios de transparência, isonomia e liberdade de expressão. Contamos com a sua compreensão! ;)


Oi pessoas lindas! Então, a resenha de hoje é de um livro que foi lançado há pouco tempo, mas pelo que vejo vai fazer um sucesso danado! O nome do livro é "Sua Alteza" e o autor, Pedro Marques. E só pra deixar vocês com um pouquinho de inveja, o autor é meu amigo rsrsrs 

Enfim, vamos à resenha... 

Características “gerais”: o livro não é grande, tem 150 páginas, o que o torna super fácil de ler, li em 3 dias se não me engano, e confesso que ainda demorei rsrs; e sem falar que tem uma capa linda, eu que o diga, porque amo rosa! 

Sobre a história em si: No início confesso que achei que não ia ser interessante, parece que não rendia a história, apesar de ter uma narrativa que fluiu bem e de não ter um vocabulário de difícil entendimento. Quando mudei minha opinião? Quando Dani, uma das personagens principais leva uma surra e é sequestrada, aí o negócio mudou de figura e eu passei a devorar o livro mais rápido, que convenhamos é um dos pecados de todo leitor, porque quando o livro acaba vem o remorso e a perguntinha básica “porque eu não li mais devagar?” 

Um pouco sobre os personagens: A história gira em torno de duas meninas jovens colegiais, Malvina, mimada, filha do diretor e detestada por todos pela sua arrogância e viver humilhando os demais; e Dani, uma gótica que sofre bullying dos outros alunos por estar “fora de forma” e pelo seu estilo não tão comum e que mesmo assim, não abaixa a cabeça e se acha a “justiceira do colégio”. O que eu achei delas: Apesar das críticas que posso receber, eu não gostei nem um pouco da Dani, o que confesso que é estranho visto que ela faz o papel da “boazinha” e da “sofrida” e achei muito bem dada a surra que ela levou, apesar de ser totalmente contra a violência; mas vou explicar porque eu não gostei: então, apesar de se intitular a justiceira eu não gostei das atitudes dela por achar que violência se resolve com violência, e todos sabemos que não é assim que as coisas funcionam que o que acontece na verdade é que a violência só gera mais violência, que é exatamente o que acontece no livro, ataques violentos em cima de ataques violentos. 

E sim, me julguem mais ainda por amar a Malvina. Quem leu o livro já dever estar se perguntando por que é que eu gosto dela e dizendo que eu sou a favor do que ela fazia, mas não, não é nada disso. Eu criei certa afinidade com Malvina pelo fato de entender as atitudes dela. Ela perdeu a mãe quando esta se separou do seu pai, e ele por sua vez, na ânsia de não ver sua filha sofrendo mimou demais Malvina, dando tudo o que ela queria, quando ela queria e do jeito que ela queria. Mas os motivos não param por aí, quando estamos falando de Malvina Nefasto há bem mais coisas em jogo. Ela saiu de um colégio onde ela tinha amigos de verdade e foi parar em um colégio onde todos a olhavam atravessado por ser filha do diretor e receber muitas regalias e a maneira que ela achou pra se defender foi essa: já que a julgavam tanto por ser filha do diretor e fazer o que bem entendia então começou agir exatamente assim. O que ninguém percebeu, exceto Dênis, outro personagem, é que ela tinha problemas, que nem tudo era nariz empinado e salto alto. Ela queria amigos, mas queria amigos de verdade, não amigos que se aproximassem dela apenas pra pedir favores, e mais coisas que nem sei bem como explicar! 

Enfim, achei o livro bem estruturado, uma história curta, mas bem escrita e como já disse, com uma narrativa bem fluida. Gostei muito do livro, chorei no final (ai que novidade Aline rsrsrs) e super recomendo a leitura. Espero que tenham gostado da resenha, que confesso ficou com um ar mais sério que as outras e acho que vou seguir com ele, se vocês quiserem que eu volte ao estilo das outras resenhas me avisem, deixem nos comentários por que eu quero agradar vocês! Beijos e até a próxima resenha!






[RESENHA] "DEIXE A NEVE CAIR" (John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle)


Autores: John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle / Tradutor(a): Mariana Kohnert / Editora: Rocco / Ano: 2013 / Páginas: 335

É um desastre tão grande sempre que, no curso dos  relacionamentos, humanos, alguém começa a destruir a parede que separa amizade e beijo. (p. 185, "O Milagre da Torcida de Natal")

"Deixe a Neve Cair" é um projeto conjunto entre os autores norte-americanos John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle. Trata-se de uma reunião de três contos adolescentes que se passam na mesma ocasião: uma fria e nevada noite de Natal.

Na história de abertura - "O Expresso Jubileu", de Maureen Johnson -, a adolescente Jubileu Dougal se vê obrigada a passar a noite de Natal com os avós por um motivo não menos que insólito: seus pais estão presos por tumultuar as vendas de uma grande fabricante de produtos natalinos. Agora, Jubileu precisa desistir do plano de passar as festas com o namorado para seguir as orientações do advogado da família, embarcando num trem sob a terrível nevasca que castiga a região.

Durante a viagem, no entanto, o inevitável acontece. Quando o trem é impedido de continuar pelo mau tempo, Jubileu, um passageiro bonitão e um bando de líderes de torcida se refugiam na Waffle House próxima - e é a partir daí que nossa protagonista vive experiências que dão uma reviravolta em sua vida.

O conto de Maureen Johnson é, sem dúvida, um dos pontos altos do livro. Sua habilidade com as palavras e o tom que deu a Jubileu e sua história tragicômica são dignos de elogio. Não costumo rir durante a leitura, mesmo na comédia mais escrachada, mas "O Expresso Jubileu" me arrancou risadas da maneira mais natural possível. Adorei isso!

Infelizmente, não posso dizer o mesmo de "O Milagre da Torcida de Natal", de John Green. O conto tem como protagonistas Tobin, um garoto com uma queda por líderes de torcida; Angie, uma garota aparentemente assexuada cujo apelido é Duke; e JP, um asiático irritante com mania de usar a expressão "tapado" em pelo menos oitenta por cento das falas.

O enredo do livro baseia-se numa corrida entre adolescentes com os hormônios à flor da pele. Objetivo? Chegar à Waffle House (a mesma de "O Expresso Jubileu") e tentar a sorte com as líderes de torcida. Assim, a trama que se pretende engraçada é conduzida por meio de acontecimentos absurdos, ritmo entediante e personagens que beiram a imbecilidade e a bizarrice.

Na minha opinião, "O Milagre da Torcida de Natal" é uma enorme decepção. Talvez a única coisa que salve a história é o desfecho, onde John Green pode mostrar-se minimamente inspirado.

O melhor do livro, porém, fica por conta de "O Santo Padroeiro dos Porcos". Na trama, Addie vive uma crise particular pelo fim do namoro com Jeb, o rapaz por quem é apaixonada. Desesperada, ela passa o Natal mergulhada nas próprias lamentações, e nem a companhia das amigas Dorrie e Tegan levanta seu astral.

Concentrada demais em seu drama amoroso, Addie acaba recebendo das amigas o rótulo de egoísta. Para provar o contrário, ela se encarrega de uma inusitada missão: resgatar o presente de natal de Tegan, nada menos que um miniporco chamado Gabriel. Tal tarefa, porém, não será tão fácil.

"O Santo Padroeiro dos Porcos" reúne o que há de melhor em "Deixe a Neve Cair": fofura, magia natalina, romance, superação e uma narrativa primorosa. Fecha o livro com chave de ouro!

Para concluir, "Deixe a Neve Cair" é uma mistura heterogênea, ideal para aqueles que buscam um cardápio de emoções e tons variados. Apesar de seus pontos baixos, a obra também tem seus encantos.














[RESENHA] "WILL & WILL - Um Nome, Um Destino" (John Green e David Levithan)



"A verdade pura e simples / Raramente é pura e nunca simples de fato. / O que um garoto pode fazer / Quando mentira e verdade são ambas pecado?" (p. 328)

 Autores: John Green e David Levithan / Tradutor(a): Raquel Zampil / Editora: Galera / Ano: 2013 / Páginas: 352

"Will & Will - Um Nome, Um Destino"(no original, "Will Grayson, Will Grayson") é o livro que a Galera anunciou orgulhosamente como seu primeiro YA gay. Realmente, se tem um adjetivo que qualquer leitor pode dar ao livro antes mesmo de chegar à metade, é gay. O que não significa, obviamente, que heterossexuais não podem curtir a história.
A obra, escrita a quatro mãos pelos best-sellers John Green e David Levithan, é uma comédia dramáticateen que narra duas histórias paralelas - protagonizadas pelos dois Will Graysons do título - e que vão se convergir a certa altura.
A trama que abre o livro é a de Will Grayson, um adolescente hétero de 16 anos cujo melhor amigo é o gigantesco jogador de futebol americano Tiny Cooper - um típico gay saltitante e extrovertido que parece ver a vida por lentes cor-de-rosa. Por ser sempre associado à figura de Tiny, Will sofre de sérios problemas de relacionamento e auto-estima, e a amizade dos dois passa por uma inevitável prova de fogo. Quando uma garota entra na história, as coisas se mostram ainda mais complicadas.
No capítulo seguinte, entra em cena Will Grayson, um jovem depressivo e solitário que vive com a mãe divorciada. Tendo na estranha gótica Maura sua “melhor amiga” - ênfase nas aspas -, Will enfrenta um doloroso e instável processo de aceitação pelo fato de ser homossexual. Mas é quando ocorre seu casual encontro com o outro Will Grayson, numa esquina fria de Chicago, que a sua vida está prestes a ganhar novos contornos.
Vou começar a tecer meus comentários com uma nota: "Will & Will - Um Nome, Um Destino”foi uma péssima escolha de título, já que vende uma ideia diferente da que nos é apresentada. Leiam o livro e entendam o porquê.
Este é um daqueles livros que, quando nos damos por si, já terminou. Talvez essa sensação se dê por causa do desfecho inesperado, do apego aos personagens ou do envolvimento sentimental com a trama em si.
Um dos aspectos mais emocionantes e dignos de elogios é a exploração sensível da relação entre Will, o garoto-hétero-reservado-e-invisível, e Tiny, seu extremo oposto. É uma amizade tocante, sem preconceitos ou qualquer tipo de “frescura” - algo genuíno. Os personagens estão longe de serem perfeitos, seus comportamentos não são o que se esperaria dentro do politicamente correto, suas atitudes não tem motivações heroicas ou totalmente esclarecidas… mas a verdade transborda das páginas quando estão em cena. Sem máscaras nem artifícios. É uma trama crua e autêntica, e isso me encantou.
Já com o outro Will Grayson não ocorreu esta catarse imediata. Aliás, infelizmente, demorou para que eu começasse a nutrir alguma simpatia pelo personagem. Desde sua primeira aparição, impliquei com a afetação irritante de suas falas dramáticas. As reclamações e atitudes negativas de Will me fizeram pensar que era mais um adolescente mimado, mal-educado e odiosamente exagerado da literatura jovem atual. Todo o seu drama, aliás, não tem uma fundamentação explícita. O sofrimento está lá, mas as suas causas pairam no ar, obrigando o leitor a juntar as peças de um quebra-cabeça psicológico. No decorrer dos capítulos, porém, Will sofre uma certa evolução - ponto para o autor.
Falando no “outro Will Grayson”, achei a técnica empregada por seu autor responsável (que imagino ser David Levithan), um tanto presunçosa e fora de propósito. Afinal de contas, para que escrever o texto todo em letras minúsculas e parágrafos organizados de maneira diferente à qual estamos acostumados? Uma maneira de diferenciar as “vozes” dos autores? Ignorância minha? Pode ser. De qualquer forma, isso deixou de me incomodar ao longo da leitura.
Enfim, "Will & Will" é um daqueles livros para se refletir e reler. Apesar de algumas opções duvidosas de tradução - confesso que não entendi de cara boa parte das expressões utilizadas (rsrs’) -, é maravilhosamente escrito. Uma fábula atual sobre a amizade, o amor e a própria adolescência, e que retrata a homossexualidade de maneira contundente, sem maquiagem ou ativismo didático. Leiam para ontem, minha gente!



[PARCERIA] BOOK TOUR: QUISSAMA - O Império dos Capoeiras

(Imagem: Divulgação/Editora Biruta)

Hey, viajantes!

Esta capa lindíssima que abre o post é do livro "Quissama - O Império dos Capoeiras", do autor Maicon Tenfen com ilustrações de Rubens Belli. Voltada ao público juvenil, a obra é uma das novas apostas da Editora Biruta, que, à primeira vista, tem tudo para cair nas graças dos leitores.

Desde que soube da existência do livro, o interesse foi imediato. Entretanto, eu não contava que o blog Pausa na Viagem seria selecionado para a book tour organizada pela editora. É isso mesmo, ainda este mês tem resenha de "Quissama - O Império dos Capoeiras" aqui no blog. Muito obrigado à Editora Biruta pela confiança!

Sinopse:
Rio de Janeiro, dezembro de 1868.
O moleque Vitorino Quissama foge da senzala para procurar a mãe desaparecida. Recorre ao viajante Daniel Woodruff, ex‑agente da Scotland Yard que pode ajudá‑lo em sua missão. Transitando entre os salões da corte e as precárias moradias dos cortiços, a dupla terá de enfrentar os perigos e as injustiças de uma sociedade sustentada pelo trabalho escravo.
Baseado nos manuscritos de Daniel Woodruff (1832-1910), O Império dos Capoeiras reconstitui a saga de uma cidade dividida pela guerra secreta dos Nagoas e Guaiamuns, duas das maiores e mais temidas maltas do século XIX. Numa época em que o escritor José de Alencar era Ministro da Justiça e o Império do Brasil destinava todos os seus recursos à Guerra do Paraguai, Woodruff mal podia imaginar que, por trás da busca pessoal de Vitorino, insinuava‑se uma conspiração que mudaria os rumos da nossa História.

Autor: Maicon Tenfen / Ilustrador: Rubens Belli / Páginas: 308 / Formato: 14,8 x 21cm / Cores: 4x1 (capa) | 1x1 (miolo) / ISBN: 978-85-7848-137-7 / Idade: a partir de 10 anos / Preço: R$ 39,50


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